Cândido Barbosa e Carlos Fiolhais

March 25, 2015 in Eventos

Humberto Fonseca 004

No Velódromo Maria Amélia. Fotografia: Humberto Fonseca. Outras pérolas velocipédicas, aqui.

Como verdadeiros apaixonados pelo cultura velocipédica, não podíamos deixar de recomendar esta conversa, no âmbito do ciclo Um Objeto e seus Discursos por Semana da Câmara Municipal do Porto.

30 de Maio, Museu Nacional de Soares dos Reis

‘Em 1894, quando a bicicleta se transformava num fenómeno social, urbano, D. Carlos autorizou o Real Velo Clube a construir nos quintais do seu Paço, hoje Museu Nacional de Soares dos Reis, uma pista para velocipedistas. A partir de um dos segredos mais bem guardados da cidade, um conhecido ciclista e um proeminente físico discutem esta modalidade desportiva mas também a questão da velocidade, a de hoje e a de outros tempos.’

Aqui.

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‘Regressa à cidade o ciclo Um Objeto e seus Discursos por Semana. Depois de uma primeira edição na qual participaram mais de sessenta personalidades das mais diversas áreas do saber e da sociedade, desvendando alguns dos seus segredos mais bem guardados a partir do património municipal, partimos para um programa ainda mais ambicioso no qual inscrevemos rotas e territórios que nos levam a alguns do seus mais valiosos tesouros privados.’

Ler o resto aqui.

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Sobre o Velódromo, ler aqui.

Fotografias do Velódromo, ver aqui.

Sobre a velocipedia na Invicta, navegar aqui.

Pedro

March 24, 2015 in Restauros e customs

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Quem segue o que os duendes por aqui vão publicando, lembra-se certamente da cara do Pedro, o homem aos comandos do bar Jameson na festa de lançamento da nossa colaboração com  “O Editorial”.

A bicicleta esteve nas mãos do Homem da Bata Verde para resolver alguns problemas crónicos, que levaram à substituição de uma série de peças, incluindo os manípulos de mudanças.

A intervenção não foi nada de especial, mas é sempre bom ver caras amigas aqui na Gazeta do Ciclista.

Duendes na Estrada – Caminha

March 23, 2015 in Duendes na Estrada

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Ora então, aqui temos mais uma crónica dos “Duendes na Estrada”, a relatar mais uma pedalada longa a meio da semana, como mais convém ao trabalhador do comércio.

De facto, a crónica começa poucos dias antes, numa saída numa madrugada de Quinta-feira  para fazer 80 quilómetros até  à Nossa Senhora do Salto, com regresso a Matosinhos por Valongo. Esta volta, para dois dos membros do micro-pelotão que depois pedalou até Caminha, foi uma espécie de prelúdio. Para os outros dois foi mais um interlúdio, porque, uns dias antes, tinham pedalado os 200 quilómetros do Brevet Randonneurs Mondiaux do Alto Minho, de que falámos neste postal e do qual ainda estamos à espera de crónica.

Apesar da ida à Senhora do Salto ter feito parte das voltinhas semanais do Pelotão do Arrasto, que por serem mais ou menos iguais umas às outras, não têm merecido grande destaque aqui na Gazeta, convém que esta fique registada por causa de três lições que se aprenderam:

  1. Nunca pedales sozinho numa subida no meio de um eucaliptal, porque não sabes quando te vais cruzar com um casal a caminhar a alta velocidade vestido com fatos de treino de Tactel XXL com cores entre o turquesa fluorescente e o amarelo banana luminoso. E também não sabes para que quinta te vão levar e o que te vão fazer quando lá chegarem.
  2. Se não és um ser humano para te assustares com seitas, então considera isto: portões de quinta abertos e cães gigantes, lobisomens e pumas à solta no meio da estrada, no final duma descida. Para fugir tens que subir. Também há gatinhos, mas a esses nunca ninguém os viu.
  3. Usa sempre capacete, porque não sabes quando vais levar com uma pomba toda ensanguentada a cair ao teu lado no meio da estrada, a pique e de bico para baixo.

Acabadas as lições, importa voltar ao tema da crónica. Os duzentos quilómetros sem melhor objectivo que ir comer uma pizza a Caminha. Desta feita, o pelotão foi constituído por algumas das caras do costume nestas coisas dos Duendes na Estrada. Os valentes foram o Sr. Teixeira, o Homem sem um nome com três letras e o Velho Lau, ao qual se juntou o Adolfo, o ciclista errante. O check-in foi feito às 7h30 da matina à porta da Megastore do MMM.

- Barbóti, hoje cheguei primeiro que tu. Já é a segunda seguida, ah? – disse o Adolfo, sempre chateado por o pessoal o tirar da cama antes de serem horas decentes para se fumar um cigarro. O Sr. Teixeira já lá estava e minutos mais tarde chegou o Homem sem um nome com três letras, completando o pelotão.

- Ui, Bárboti, vocês vão cheios de sacos… o que levam aí? – gemeu o Adolfo, admirado.

Entre o Lau, o Sr. Teixeira e o Homem sem o vocês sabem o resto, havia de tudo: impermeáveis, ferramentas, baterias extra, barritas energéticas tipo broinha de mel, mini-sandes de marmelada, frutos secos e litros de Isostar.

O Adolfo tinha tudo o que precisava para um dia na estrada. Um sumo e um maço de SG Ventil.

Contas à bagagem feitas e siga para Norte, em direcção à N13. A viagem nesta primeira fase não teve grande história, a não ser o mau gosto para urinar deste pelotão. É que se conseguiu parar nos piores sítios possíveis e uma das vezes até deu para aliviar contra um muro, a olhar para sanitas embaladas numa casa de materiais de construção.

A primeira paragem como deve ser foi nas Clarinhas de Fão, obviamente. É estranho como um dos principais pontos de paragem dos ciclistas que fazem esta rota ainda não se decidiu a vender água engarrafada em tamanho que se veja.

A segunda etapa foi sempre a pedalar até Viana do Castelo. Logo à saída de Esposende, o pelotão partiu-se em dois: o Lau foi indo um pouco à frente com um ciclista que ia a passar a caminho de Santa Luzia, o resto do pessoal ficou para trás à conversa com um ciclista de outros tempos, montado na sua Vitus que ainda reluzia e que veio com o pessoal até  à ponte Eifel, onde se apresentou. Chamava-se Sr. Teixeira, tal como o Sr. Teixeira.

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Logo à saída de Viana, a modos de pequena vingança por certos e determinados festivais, o Velho Lau decidiu levar o pessoal pelos caminhos rurais ao lado da N13. Bastante paralelo, ou como o pessoal gosta de dizer, pavê, a pensar com carinho nos pneus 700×23 do Adolfo.

- Pessoal, não desmoralizem e façam a vossa homenagem à Volta à Flandres e ao Paris – Roubaix, que estão aí à porta.

- Meus, a esta velocidade a média do Strava vai ficar um nojo, alguém disse.

- É da forma que aproveitas a paisagem. E se estás numa de social-coiso, aproveita para melhorar o Instagram – esta foi metida à pressão, para se fazer a devida publicidade, recomendando o hashtag #velocultureporto que costuma acompanhar as voltinhas do Pelotão do Arrasto.

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Antes de Afife, o pelotão regressou à N13, indo directo a Âncora, onde desviou para a estrada velha até Moledo. Nessa altura, ainda não contente com a carnificina no paralelo, o Lau desafiou:

- Como é? Está quase na hora do tacho. Querem fazer o resto do caminho com rapidez, ou com emoção?

Quem acompanha a Gazeta do Ciclista, sabe que os duendes nunca fazem os melhores caminhos para as bicicletas fininhas e por isso mesmo, o pelotão lá engatou pelo meio do pinhal do Camarido até à Foz do Minho.

Nos primeiros metros a areia fez estragos, com paragens abruptas e canelas esfoladas nos pedais, mas depois, apanhando-se a manha, foi-se em ritmo ligeiro, apesar do grupo se ter organizado por grossura de pneu: os 700×32 do HSUNCTL, os 700×28 do Velho Lau, os 700×25 do Sr. Teixeira e, lá ao longe, os 700×23 do Adolfo.

 Chegados ao final do caminho, as contas estavam saldadas e toda a gente estava com vontade de repetir.

camarido

A próxima paragem foi em Seixas, ponto onde quem vem do Porto faz 100 quilómetros. É a outra ponta da piscina, para quem vem com o objectivo de fazer os 200.

Dada a cambalhota debaixo de água, logo se iniciou o regresso, com paragem para almoço logo ali ao lado, no “Torre”, em Caminha, para as abençoadas pizzas, antecedidas de sopa de legumes e regadas a litros de coca-cola e vinho tinto. O restaurante é simpático e tem uma esplanada lateral, onde deu para guardar as bicicletas. O dono, também ele ciclista, não perdeu a oportunidade para conversar sobre a sua paixão.

Almoço terminado e depois de o Adolfo amansar um SG Ventil, o pelotão lá se fez à estrada, trazendo por companhia uma digestão pesada, que veio a moer tudo até bem depois da Foz do Neiva e que obrigou a ir menos rápido até Viana, uma paragem habitual para dois dedos de conversa com o amigo Rafael.

A paragem seguinte foi em Fão, do outro lado das Clarinhas para… comprar água. Já na estrada para o esticão final e depois de mais um SG Ventil, o Adolfo descolou do resto do grupo que só o voltou a ver já em Matosinhos, a chegar um bom bocado atrasado. Como ia à frente sozinho, enganou-se no caminho e deu uma volta maior do que era esperado. A lebre e a tartaruga, portanto.

Bristol + Brooklyn

March 20, 2015 in Brooks, Pelago

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Estas duas meninas estão prontas para sair do MMM em direcção ao Centro do Porto.

À esquerda, uma Pelago Brooklyn, com um kit de iluminação clássico, um dos nossos cestos Saber Fazer e punhos Brooks Slender. À direita, uma Pelago Bristol, também equipada com um kit de iluminação clássico e um cadeado Kryptonite.

Titan Single-Speed

March 18, 2015 in Brooks, Titan, Velo Culture x OSOB

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O José procurava a simplicidade de uma single-speed e queria uma bicicleta única.  Por isso mesmo escolheu um dos nossos quadros Titan, feito à mão pelo Sr. Valdemiro com tubos Reynolds 531.

A bicicleta foi completamente personalizada e teve um toque mais excêntrico, que foi dado pelo guiador OSOB com manete de travão integrada, feito aqui ao lado do MMM pelo nosso amigo Eduardo.

A lista de supermercado foi a seguinte:

Nelson

March 13, 2015 in Restauros e customs

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O Nelson trouxe este quadro e algumas peças à oficina do MMM, para mais uma sessão de massagens e mimos do Homem da Bata Verde.

Com um cubo de 3 mudanças da Sturmey Archer e uma estética muito simples, realçada pelos punhos de madeira, vai ser uma bonita companheira na cidade.

Para além da montagem do que já existia, foram necessárias algumas peças, entre as quais:

  • Selim Brooks B17 mel
  • Avanço WG e guiador Ergotec
  • Eixo pedaleiro, cavilhas e corrente novos
  • Manetes de travão Velo Orange City e travões WG
  • Cabos e espirais
  • Várias peças para reparação do cubo Sturmey Archer

Raleigh Sports

March 12, 2015 in Raleigh, Restauros e customs

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O Renato trouxe-nos uma velha Raleigh Sports, uma jóia de família que estava parada há décadas.

Sendo as bicicletas uma parte muito importante da vida da sua família e muitos os investimentos recentes nas duas rodas, estava a custar não voltar a dar vida a esta menina.

Para além das muitas horas de paciência do Homem da Bata Verde, da desmontagem e montagem da bicicleta e da substituição de toda a cablagem e outras peças menos vistosas, da lista de material novo e coisas a fazer nesta intervenção constou também o seguinte:

  • Pintura com frisos dourados pintados à mão, replicando a original e cromagem da generalidade das peças não pintadas
  • Decalques e punhos Raleigh
  • Selim Brooks B66
  • Guarda-lamas novos (os originais estavam irrecuperáveis)
  • Pedais Union
  • Bomba e campainha cromada
  • Cabos e espirais
  • Farolim traseiro e dinamo clássicos

O resultado do trabalho deixou-nos com um sorrisinho satisfeito, especialmente porque o material que cá chegou estava no estado que podem ver nas fotografias aqui em baixo.

Adriana

March 10, 2015 in Pelago

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Esta é a Adriana e vai a sair da Megastore do MMM para o seu primeiro dia com a sua nova Pelago Brooklin, uma favorita da Velo Culture.

A bicicleta é tão bonita, que mereceu uma escolta de meter respeito, incluindo um feroz guarda-costas que vai de sentinela dentro do atrelado.

Duas Coluer para o dia-a-dia

March 10, 2015 in Coluer

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Está a chegar aquela altura do ano quando se fazem resoluções à séria, como começar a utilizar a bicicleta  como meio de transporte. Por isso mesmo, estas duas Coluer, uma Vintage e uma Sixties, vão fazer o seu dia-a-dia entre o Porto e Braga.

Maria

March 7, 2015 in Coluer

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Estas são a Maria e sua nova Coluer Vintage vermelha. A dar as boas-vindas à Primavera, que ao que parece, está a começar por estes dias.