A Charge Plug do Luís

September 16, 2014 in Charge

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O Luís veio buscar a última Charge Plug Prestige que tínhamos em stock. A partir de hoje, vai acompanhar o seu dia-a-dia na Baixa do Porto.

Esta beleza single speed tem um quadro feito com tubos Tange e é uma máquina que tem feito as delícias de muitos ciclistas urbanos por essa Europa fora. Agora venham os novos modelos da marca, que estamos mortinhos por os experimentar.

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PS: “Queres que pegue assim para o pessoal ver bem que é levezinha? Que achas?” – era isto o que o Luís ia dizendo, ainda sem acreditar que já tinha a bicicleta e enquanto a dinamarquesa de serviço lhe tirava a retrato.

Duendes na Estrada – Régua

September 16, 2014 in Duendes na Estrada

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- Pessoal, amanhã às sete menos um quarto à porta da Megastore, combinado?

- É para ir onde? 

- Entre-os-rios. Estamos cá depois do almoço. Tragam farnel.

Foi esta a conversa que antecedeu uma rotineira ida a Entre-os-rios que acabou por se esticar, como vão poder ler daqui a pouco.

O tiro de partida foi então dado no MMM, com um grupo que incluía o Oliveiros, o Adamastor, o Teixeira e o Velho Lau. Meia hora depois, como de costume, o Homem que não tem um nome com três letras foi apanhado na Ribeira.

A ida até Entre-os-rios foi rapidinha e correu sem sobressaltos. É sempre aquela sensação estranha chegar a um sítio e ainda estar quase tudo fechado.

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O pessoal ainda tinha vontade de pedalar mais um bocado. Voltar já para trás não era opção, até porque ninguém tinha pressa de encarar a subida do regresso tão cedo e sem pelo menos um cafézinho a corroer o estômago. Decidiu-se então continuar até ao Marco e parar aí para um cimbalino e um Magnum.

- E ir até à Régua? Isso é que era! - Disparou o Velho Lau de gelado na mão.

- Ui, isso é que era. Quantos quilómetros são? – Respondeu o Adamastor.

Para aí trinta - Afirmou o Homem que não tem um nome com três letras.

- Trinta? Siga. Depois voltamos para trás e se não apetecer voltar ao Porto apanhamos o Urbano aqui no Marco – Acrescentou o Teixeira.

- Vou ligar para o escritório – Rematou o Oliveiros. 

Estava o inocente arranjo feito e começou-se com os preparativos para voltar à estrada. Estando tudo a postos, alguém se lembrou de confirmar a distância, perguntando ao dono do café:

- Olhe desculpe, daqui até à Régua são quê… trinta quilómetros?

- Trinta? Eu acho que são setenta e dois.

A contraresposta foi rápida e afirmativa.

- Setenta e dois? É maluco! Trinta e seis! Não são mais do que trinta e seis. Olha setenta e dois!

Ao que o senhor encolheu os ombros e virou costas. Agora sabe-se que o fez para se poder rir sozinho.

De volta à estrada, não foi preciso pedalar muito para encontrar uma placa a dizer ‘Peso da Régua, 72 km’.

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Sem desmontarem das bicicletas e depois de alguém consultar o site da CP no telemóvel, os nossos heróis logo decidiram que voltavam ao Porto no Regional do final de tarde.

O problema de consultar coisas no telemóvel enquanto se pedala, é que se tende a não ler as letras mais pequeninas com informações importantes como “excepto nos serviços na linha do Douro”.

Poucos quilómetros depois, o primeiro sobressalto. O pneu do Teixeira estourou de velho com grande aparato, mandando gel e coisas modernas anti-furo para ar. Foi preciso ir procurar um novo e, felizmente, encontrou-se uma loja onde deu para trocar o pneu e uns mimos com os colegas que por lá andavam.

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Logo depois de se arranjar a coisa começaram as amarguras, com as incontáveis subidas e descidas, mas sempre num cenário lindo de morrer.

As posições na equipa ficaram também muito bem definidas:

  • O Homem que não tem um nome com tês letras, pequenino, levezinho e sempre na frente era “o trepador”;
  • O Teixeira com a sua Titan, sem lhe largar a roda, “o perseguidor”;
  • O Oliveiros, com problemas mecânicos a cada dez pedaladas, foi o “a ver se isto não parte hoje”;
  • O Adamastor com a sua Raleigh quatro ou cinco números acima e a ganhar nas descidas o que era impossível nas subidas, “o foguete invertido”;
  • O Velho Lau, cá atrás, a estrear um pedaleiro Sugino de três pratos (à  velhinho) e um grupo 105 novo em folha, “o aguadeiro”, já que teve levar no saddle bag a carga que o resto do pessoal não tinha espaço para carregar.

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Chegados à Régua, foi só o tempo de encontrar um sítio em condições e começar a recuperar as calorias perdidas numa proporção de 1,5 calorias ganhas por cada caloria gasta. Acabada a última batata frita e escurropichada a última gota do tinto da casa, os nossos amigos lá foram até à estação, onde como vocês já perceberam, deram com o nariz na porta.

- Bicicletas? Só se o revisor deixar. E normalmente não deixa entrar uma, quanto mais cinco.

Não sendo possível dormir na Régua por razões diversas, restava então procurar uma alternativa. Materializou-se assim um táxi Mercedes Vito de nove lugares onde se enfiaram as cinco bicicletas meias desmontadas mais os respectivos ciclistas. O pato? Cento e trinta euros.

Desta viagem de regresso, feita com um octogenário hiperactivo ao volante, chega dizer que houve quem a fizesse com o capacete enfiado na cabeça, a dizer “não vou morrer com o capacete ao colo”.

Gisela

September 12, 2014 in Foffa

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E é assim. A rapariga com bom gosto, a tal moça com sorte, é a Gisela.

A Foffa fica-lhe bem.

Joana

September 12, 2014 in Órbita

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A Joana e a sua Orbita, hoje de manhã.

Bicicletas e Coisas

September 12, 2014 in Brooks, Carradice, Charge, Tubus

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Recentemente, em mais uma sessão anestesiante de passar páginas no Feedly e enquanto (mais uma vez) adiava a conclusão de uma coisa realmente importante, o duende de guarda ao tubarão tintureiro do aquário três tropeçou no blogue da Juliet Elliott, o Bikes & Stuff.

A Juliet tem dado umas valentes volta de bicla, Japão incluído. Recentemente publicou alguns artigos interessantes, como:

A Juliet é também escriba de serviço no blogue da Brooks.

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Fotografia: http://www.bikes-n-stuff.com/

Raparigas com bom gosto

September 11, 2014 in Foffa

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Woah!  Woah! Woaaaagh! Wooooooagh!

Foi mais ou menos isto que se ouviu dentro do MMM quando esta coisa preta entrou para ser fotografada.

A Dona Dulcelina deixou a banca dos legumes e desceu as escadas a correr como se tivesse acabado de entrar o Zé Malhoa pelo portal da Ponte Móvel. Quando chegou cá abaixo, começou uma conversa mais ou menos assim:

- Ó filhinho lindo, não me digas que já chegaram as Foffa novas!

- Sim Dona Dulcelina, chegaram hoje umas belezas - lá foi respondendo o duende de serviço.

- Mas esta não é single speed, pois não? 

- Não, esta é um modelo novo, com sete mudanças no cubo.

Ai meu amor, essa não vai ficar muito tempo na vossa lojinha!

- Pois não! E por acaso até já tem dona. É uma menina do Porto que não a vai largar.

- Moça Sortuda!

Uma bicicleta holandesa no Porto

September 11, 2014 in Dutchie

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Há pessoas com a sorte de poderem fazer a vida numa cidade bonita, que é naturalmente melhor “apreciada” se não se estiver constantemente preocupado com problemas do século XX, como ter que andar todos os dias à procura de um sítio para guardar uma ou duas toneladas de chapa durante umas horas.

A Patrícia é uma dessas pessoas afortunadas e veio recentemente à Megastore do MMM buscar a sua companhia para as suas deslocações diárias bem no centro do Porto, entre a zona da Lapa e o Teatro Rivoli.

A bicicleta é uma Dutchie, menina robusta, feita para durar uma vida e para pedalar na cidade sem preocupações.

Adriana e Bruno….

September 11, 2014 in Coluer

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Ora bem, após vários debates na sala de reunião do quartel general dos Duendes (aquela ao lado dos aquários), já se tinha tomado a resolução depublicar em grupo os postais com Colueres. É que são muitas as que têm saído das Megastores e a Gazeta acaba por ficar um pouco repetitiva, sem desprimor para os felizardos que as compraram (e se deixaram fotografar).

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Hoje trazemos mais dois clientes que saíram apaixonados pelas suas meninas. Nos retratos podem ver a Adriana (nos Anjos) e o Bruno (em Matosinhos), que optaram por uma Vintage e uma Sixties, respectivamente.

O Wellington…

September 11, 2014 in Bobbin

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… e a sua Bobbin Daytripper para as deslocações do dia-a-dia.

Duendes na Estrada – São Jacinto

September 7, 2014 in Duendes na Estrada

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Em época de nortadas, foram muitas as vezes as que os duendes consultaram o Windguru à espera de uma trégua. A ideia era dar uma volta até São Jacinto, comer qualquer coisa por lá e voltar depois do almoço.

Finalmente, foi encontrado um dia em que a previsão estava muito amiga, sem vento de manhã e quase nenhum de tarde. O dia ideal para pedalar para Sul e regressar a Norte durante a tarde.

O grupo desta vez não foi grande: o Miguel Teixeira na sua Titan, o Adamastor na sua Raleigh King Size, o Homem sem um nome com três letras e o Velho Lau, cada um na sua Peugeot.

O encontro foi bem pela fresquinha no lugar do costume, à porta da Megastore de Matosinhos. Meia hora depois, mais à frente, apanhámos o Homem sem um nome com três letras e o Velho Lau aproveitou para carregar o telemóvel no único café aberto na Ribeira. Isto de registar as coisas no Strava implica ter bateria e convém deixar as coisas carregadas durante a noite, que foi o que não aconteceu. Foi a primeira carga de várias, sem que a bateria tivesse durado o passeio todo, tendo o nosso duende ficado prejudicado em quarenta quilómetros na contagem final.

Continuando, atravessaram para o lado de Gaia e seguiram pela marginal até às praias e à auto-estrada para bicicletas – uma das sete maravilhas do mundo velociédico, que os gaienses vão começar agora a pagar.

A ideia de ir até Cortegaça pela praia foi arruinada pelos temporais do Inverno que mandaram o passadiço abaixo. Em Julho aquilo ainda não tinha sido composto. Apesar de serem só uns metros, se calhar também não era lá grande ideia ir por um sítio em que muito provavelmente não podem andar bicicletas.

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Aproveitaram as indicações e o apoio moral de um ciclista local e rumaram até ao Parque do Buçaquinho, para a primeira paragem para café e segunda paragem para carregar o telemóvel.

A cafetaria ainda estava fechada, que o Pedro só pega às dez e ainda eram nove menos qualquer coisa. Felizmente havia uma tomada cá fora e a esplanda estava montada. Aproveitou-se assim para comer e para dar uns ternos bem dados no estrado molhado. O Teixeira aproveitou para se energizar com um pacotinho do gel dos ciclistas clássicos, que podem ver aqui em baixo na fotografia.

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Entre as sandes de queijo picante com tomate seco e mostarda, um tupperware cheio arroz de cabidela e os pacotinhos de mel, lá ganharam força para o que faltava. Não é que tivessem andado muito, mas comer é sempre bom.

Sairam então do Buçaquinho e engataram pela estrada florestal até ao Furadouro – percurso lindo de morrer mas, ao que dizem, um bocado perigoso. Depois foi um instantinho até chegarem à Ria de Aveiro e mais uns quilómetros, quase sempre em reta e quase sempre a apanhar uma grande seca, até São Jacinto.

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Chegados ao destino, esperavam-lhes mais sandes de queijo violento e mais surpresas em tupperware. O telefone ficou no café mais perto a meter mais um bocado de carga. Foi com com alguma lata que entraram pela reserva e foram para o parque de merendas da residência que lá há. Atrás de uma janela, estava um tipo em tronco nú a fazer ginástica, que ficou com cara de quem não estava a gostar de os ver ali.

Soube muito bem o descanso, no meio das árvores, mas foi aqui que se deu um ponto de viragem e as coisas começaram a correr menos bem.

Menos bem porquê?

Ora então, estava a duendagem estirada nos bancos do refeitório ao ar livre quando, depois de passarem pelas brasas, começaram a ouvir um “schhhhhhhhhhhhhh” muito familiar às gentes do Norte. Nem queriam acreditar no que estavam a ouvir e por isso decidiram abrir os olhos lentamente, a ver se aquilo passava.

Não passou. As folhas e os ramos lá em cima dançavam alegremente e com uma energia que só uma nortada das valentes consegue proporcionar.

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Era isso que lhes esperava, nos oitenta e tal quilómetros do regresso – nortada da boa e de frente. Depois disto não há grande história – foi sempre a pedalar até casa, uns com a lágrima no canto do olho, outros com os mamilos em carne viva, outros com o telemóvel em agonia no bolso de trás do jersey.

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Nota: também podem ir seguindo a duendagem no Instagram através das hashtags #veloculture e #velocultureporto